não gosto de olhar para água ela rouba minhas lágrimas
Que o movimento desse ano nos faça dançar bem leves...
quebrou o concreto
e quando a fenda nasceu do chão
percebeu que tinha medo de altura
acrofobia
vazio
ser estar permanecer continuar....
Embrulho-te
e nesse abraço
que contém a mim
mato-te
nascendo-me
Da fresta da porta de entrada
um mundo de pássaros nas gaiolas
A frente
da mente
sente
o olho olha a escolha
um soluço um susto uma morte um susto um soluço
Há 456587845956231255258978100121401252563698574758923231 alôs
na saliva um conto.
O sangue dança o estômago dança os olhos dançam os pés, raízes
Quando um vento frio me consolar, será a hora de ir embora.
FALCÃO PROCURA ANDORINHA QUE ABATE AVIÃO
Na máquina de lavar, meias, camisetas e o cordão do meu pescoço.
Ele pede sentido, à direita da mesa do bar. Ela lhe devolve um suspiro, à esquerda da mesa do bar. Duas mãos se cruzam no centro da mesa do bar
Engoli suas palavras e tampei meus ouvidos. Só o coração me disse == == == == == ==
Sagaz. O caminhão passeava entre as ruas estreitas do bairro. Lento, lento e musical.
Deitou a cabeça no travesseiro de plumas e logo caiu em um abismo.
Aurora queria dançar, mas suas lembranças deixavam suas pernas pesadas. Pé de ......................................................................................................... Aurora
A vizinha que pegou emprestado o seu sossego, nunca mais o devolveu.
Abri a porta. Um cheiro de mofo invadiu tudo, inclusive meus conceitos.
2 cruzes 2 camas 4 pés
Um soum
Um silênci
Um soum
Um silênci
Um soum
Um silênci
Um dia amanhece
Contei cada ruga de seu braço. Eram 48 profundas e mais de 100 suaves, que esperavam sua vez de caminhar e deixar rastros.
Quando abri os olhos, diversos pontos coloridos acendiam e apagavam, fugindo até desaparecerem por completo. Ví seu rosto envolto em nuvens de temporal, sorrindo e me dizendo boa noite.
sua boca e seus joelhos estavam próximos, seus olhos distantes...
Tudo se quebrou enfraqueceu, o que restou foi calar a boca que mentia diariamente.
palavras são linhas que falam--------------------------------------
Quanto mais ela gritava, mais ele abocanhava as orelhas de Bob. Pretinho não fazia distinção entre um grito de terror e palavras de incentivo.
Tudo dela era torto, sua perna, sua mesa, sua cadeira e seu chão.
Durante a noite o coaxar se estendia ao longo da parede. No buraco da antena as aranhas já não passeavam, eram lambidas de morte.
O molho de chaves que pesava em seu bolso o deixava cansado. Ao final do dia todas as portas do bairro do Bom Retiro eram molestadas por sua curiosidade. Jonas queria apenas ver se as casas se pareciam com a sua.
Na enxurrada, cabeças de boneca e ratos cinza escuro se enroscavam sem pudor.
Um vento morno batia em seus joelhos. Ele aninhou-se entre os trinta e cinco pés e esticou seus braços abraçando o teto. Estação Liberdade.
Olhou para os lados, respirou fundo e dormiu. Quando acordou já havia passado do ponto.
Carol nunca se lembrava do que a mãe lhe pedia para comprar. No meio do caminho se perdia entre palavras não compreendidas e os barulhos da rua. Chegou na vendinha do seu Luis e falou: Me dá um issoaquilo.
O menino brinca com seu caminhão nas calçadas da Celso Garcia, entre as roupas empilhadas e sua mãe.
quando toquei a minha face quebrei-me como um vaso.
Picasso diz: Eu posso fazer um Picasso falso...
Quero girar sem parar nesse espaço entre um e outro, cutucar a ilusão, escorregar no visco da dúvida.